6 de fevereiro de 2012
Difícil conter a emoção quando o tema é comentar o fim de um ciclo de convívio com colegas onde, cada um carregando às costas um sonho, me foi permitido compartilhar e contribuir na sua realização. Embora fosse uma turma quase homogênea no noviciado, a assimilação do extenso conteúdo programático surpreendeu graças ao esforço e garra que percebi em cada um, autorizando-me situar o grupo em um patamar de destaque dentre as muitas que tive oportunidade de coordenar ao longo de meus anos no magistério.
Procurei propor uma visão crítica de elementos doutrinários de bases aparentemente conflitantes da ortodontia e ortopedia funcional, mas que mesclam-se para formar um todo homogêneo em uma síntese dialética cujo alcance apenas aqueles que dela têm consciência podem avaliar. Seguramente saberão ponderar com segurança as infinitas informações que brotam diariamente, porque aprenderam a questionar e ganharam estatura para opinar e optar. Que Deus os abençoe na vida e na profissão.
Agradecimentos ao Dr .Lotário e sra. Antônia, coordenadores do Instituto THUM de Pós Graduação e Pesquisas na cidade de Joinville, SC, que me proporcionaram uma estrutura consistente, ampla e farta para que eu pudesse exercer meu trabalho com eficiência. Meus agradecimentos aos assistentes, antes que isso, meus amigos, Dr. Sérgio Mafra e Dr. Frederico M. da Silva, sem os quais não teria condições de levar a cabo a concretização do curso. Finalmente, e carinhosamente, à minha filha Márcia, preciosa colaboradora no laboratório, cujo domínio na área de aparatologia ortopédica funcional enriqueceu a habilidade e visão de nossos alunos. Sem esquecer, claro, os vários colegas professores que lustraram a área de conhecimento no domínio conexo do currículo escolar. A todos, meus agradecimentos.
Lago
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23 de janeiro de 2012
Matéria recente no Jornal Nacional da Rede Globo provocou controvérsias com reações antagônicas na classe. Trata-se de uma penalização judicial sofrida por colega que presumidamente embromou no tratamento ortodôntico de uma cliente e foi para o paredão, condenado a ficar vinte mil reais mais pobre. Isto é ruim? Isto é bom? A resposta é difícil quando se analisa o fato por ângulos diferentes. Por um lado é ruim, porque expõe toda uma classe a comentários deselegantes. Por outro é bom, porque o exemplo do colega infeliz aconselha um trato profissional com mais responsabilidade. É ruim porque o exemplo de êxito pecuniário do reclamante vai detonar verdadeira “corrida do ouro”, pois a cupidez humana não tem fronteiras. Mas isto é bom, porque tais reações são o gatilho de grandes transformações nos valores postos à mesa. Isto é ruim porque enfraquece a resistência de uma classe e induz à defensiva, que não é um terreno fértil às inovações, pois se ousa menos por precaução. Mas também é bom porque a melhor defesa é aprimorar-se, estudar mais, saber mais, estreitando o espaço para o aventureiro.
Para não perder tempo em reinventar a roda, é salutar apreciar exemplos e avaliar os êxitos e falhas em um sistema diferente do nosso, como o norte-americano, por exemplo, em que a consciência de cidadania faz com que cada indivíduo saiba quais são seus direitos e deveres e os façam presentes no quotidiano; direitos pelo prisma do cliente; deveres pelo do profissional. Isto é bom ou ruim? Até aí depende. O excesso de direitos permite brotar toda uma sorte de profissionais desta área que atazanam a vida do cidadão com acusações às vezes surreais, e isto é mau. Mas também é bom, pois amedronta e escorraça para o limbo aquele que se sabe despreparado e o leva a concluir que é mais sensato preservar a própria pele ao invés de esfolar a do próximo.
Como vêem colegas, o tema gera calor e comporta acessos por inúmeras portas. Ficar em cima do muro é cômodo mas não é sensato, pois as grandes transformações sociais, econômicas e culturais ocorrem em função de uma somatória de esforços individuais. Minha balança pende para aquele comportamento em que a melhor forma de defesa é o ataque à ignorância na busca incessante do SABER, pois só ele consolida segurança e transfere ao profissional a blindagem para transitar incólume sob quaisquer circunstâncias.
Abraços a todos
Lago
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18 de janeiro de 2012
“O segredo não é correr atrás das borboletas, mas cuidar do seu jardim até que elas venham até você”.
Este pensamento –cujo autor ignoro- sintetiza a mensagem que desejo passar, sequenciando meu texto “Valores na ortodontia” em sua parte III, que naturalmente abarca conceitos que valem para a Odontologia como um todo. Já acolhendo observações de colega, diria que reduzir custos, melhorar divulgação e ter participação ativa na comunidade, na verdade constitui estratégia preconizada em qualquer texto que trata de marketing, cuja matéria prima vai além das meramente motivacionais. Mas não basta, pois é pueril pensar que apenas obediência cega a princípios de marketing naturalmente resultarão em maior valor agregado às atividades de um profissional. Se fosse tão simples ter sucesso bastaria mimetizar um padrão vencedor e, bingo, tudo se resolveria. Mas é inegável que esta fonte de conhecimento concentra um repertório rico e valioso de informações que permitirão balizamento de ações com referencial.
Aproveitando excertos de matéria já postada, começarei dizendo que fica mais claro quando há um paradigma, um exemplo de sucesso a ser seguido, cujo aprendizado inicia-se pela cópia, a chamada “modelagem” comportamental que passa a constituir uma referência, e posteriormente pelo aporte de novos conhecimentos, ou ferramentas, que permitem uma ressignificação, ou reestruturação, num link neurológico que dá consistência a uma nova atitude, uma vez que são modificados os filtros de percepção nas crenças e valores. A necessidade do conhecimento profundo da área de atuação é fundamental, pois nada se consegue apenas repetindo um modelo, vazio como um papagaio; é preciso SABER para poder SER, e dotar-se de habilidade e comportamento compatíveis para gerar uma estratégia de sucesso. Este conceito criou raízes para o surgimento do benchmarking, que não significa apenas copiar, mas uma nova abordagem de planejamento baseado em comparações de produtos, serviços e práticas geradoras de uma reengenharia de processos que tem produzido ótimos resultados em níveis pessoais e empresariais. Em relação à nossa atividade profissional, resultados pífios não significam falta de capacidade, mas revela a necessidade de mudanças, de fazer algo de modo diferente, com conteúdo repaginado segundo novo padrão de percepção. O “up grade” é natural, espontâneo, identificado e aceito na comunidade. Sem imposições. Entrarei em mais detalhes proximamente.
Até lá.
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14 de janeiro de 2012
“Valores na ortodontia”, texto postado no meu feed de notícias do Facebook, ao lado na de várias comunidades fechadas da área odontológica a que tive a honra de ser convidado, teve uma repercussão favorável no sentido de que permitiu uma abertura de canal onde colegas marcaram presença em uma troca de impressões que dão sentido às redes sociais. Afinal, estas foram idealizadas com esse propósito, o de estimular participações que geram trocas úteis e produtivas. Claro que são bem vindas as amenidades para aquecer e colorir a convivência, pois a falta delas confere uma seriedade rançosa que torna o prato pouco apetitoso. Aqueles que se interessarem pela PARTE I deste tema, poderão acessá-lo no meu Blog. Várias observações de colegas, todas válidas, sugerem abordagens a partir de ângulos diferentes, e como o campo é vasto, procurarei tratá-lo em tópicos curtos (excelente sugestão recebida), pois é prudente tomar o mingau quente pelas suas bordas. Longe de mim deitar falação com ares de expert no assunto. Não o sou, tenho consciência de limitações, porém, os mais de trinta anos de clínica e magistério no ensino superior permitiram-me fazer ilações ao observar e analisar trajetórias as mais diversas, e delas extrair ensinamentos. Ao filtrá-los, a mesma mensagem será invariavelmente interpretada pelo leitor de forma diversa, pois cada um tem seu software cognitivo, que identificará apenas o que lhe é permitido. Esta é uma verdade inquestionável que descobri ao longo da vida. Do tema tenho um esboço que pode ser alterado em função do retorno sempre bem vindo dos colegas, e tais subsídios serão importantes porque representam um feedback valioso no rumo a ser tomado. Apenas não optarei por respostas individuais do tipo “no tempo e à hora”, porque as possíveis observações de alguns podem ser irrelevantes para outros que as considerarão querelas frívolas se forem alimentadas, e isto não convém. Mas as respostas virão, porque representam o esteio que norteará a rota a ser trilhada.
Até a próxima
Lago
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3 de janeiro de 2012
Número recente da revista Vejinha São Paulo trouxe matéria sob o título de “Preços de arrepiar” onde o articulista, num tom entre divertido e irônico, comenta o novo hit da moda nos salões de beleza, que é a ascensão das atividades dos “designers de sobrancelhas” e a consequente disparada nos preços cobrados pelos profissionais que as executam. O serviço, prestado por manicures ou maquiadoras que antes valia não mais do que 10 a 20 reais, cede espaço para os autodenominados “designers” que atingem o pico de 220 reais pela atividade, e com agendas aquecidas. Algo está errado? Não! Apenas descobriram valores até então ocultos ou despercebidos e os expuseram à percepção de seus clientes os quais, encantados com essa visão antes insuspeitada e convictos do maior valor intrínseco, não apenas pagam agradecidos, como divulgam as boas novas.
De maneira alguma subestimo o valor destes profissionais, antes os elejo como ícones para estudos comportamentais que podem gerar sugestões úteis a colegas ortodontistas que se vêem torturados pelo esvaziamento dos valores agregados às próprias ocupações. Isto não é pregação de frivolidades, é antes um convite ao estudo das leis psicossociais que conduzem o comportamento humano.
Este tema, colegas, precisa ser destacado para nortear novas atitudes. Há que buscar o valor onde de fato ele está e expô-lo claramente, mergulhando fundo nos princípios biológicos que regem o campo e conscientizando das implicações inerentes. Procurem afastar-se do aspecto meramente estético, que tem sua importância apenas relativa, pois resume-se à ponta visível de um iceberg. O valor está no que subjaz, cabendo-nos apresentá-lo com linguajar adequado, como aconselha a Programação Neuro Linguística.
O assunto é complexo, colegas, e como sei que texto longo ninguém lê, cautelosamente paro por aqui.
Um forte abraço e feliz ano de 2012 a todos
Lago
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